Clipping Diário

25 | Março | 2025

SIDERURGIA

IstoÉ Dinheiro - SP   25/03/2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 24, que a Hyundai irá construir uma nova fábrica de aço no Estado da Louisiana, que faz parte de um pacote de US$ 21 bilhões em investimentos da empresa no país. A fábrica, segundo Trump, deve gerar cerca de 1.400 empregos e produzirá “mais de 2,7 milhões de toneladas métricas de aço por ano”.

“O investimento da Hyundai deixa claro que as tarifas funcionam”, afirmou Trump, referindo-se às políticas comerciais de seu governo. “A Hyundai não pagará nenhuma tarifa aos EUA, já que decidiu vir para cá”, completou.

Além da nova unidade em Louisiana, a montadora sul-coreana também ampliará sua produção de automóveis na Geórgia, com uma fábrica de US$ 8 bilhões que será inaugurada ainda esta semana, conforme anunciado por executivos da empresa.

Euisun Chung, CEO da Hyundai, destacou que um investimento de US$ 6 bilhões ainda deve fortalecer a cadeia de suprimentos de aço no país, além de anunciar também a compra de US$ 3 bilhões em gás natural liquefeito (GNL) dos EUA. “Investimentos de US$ 6 bilhões visam fortalecer a cadeia de suprimentos de aço nos EUA, com um novo aporte de US$ 21 bilhões nos próximos quatro anos no país”, pontuou.

Trump celebrou os anúncios, declarando que “o dinheiro está entrando como nunca nos EUA, e queremos que continue assim”.

O presidente dos Estados Unidos também sugeriu que os investimentos podem estar sendo impulsionados pelas tarifas e pelo cenário eleitoral: “Suspeito que estejam entrando por conta das tarifas e das últimas eleições”. Ele ainda adiantou que outras empresas devem anunciar novos projetos no país, citando a Honda como “uma ótima empresa”, quando questionado sobre quais companhias poderiam anunciar investimentos nos EUA.

Globo Online - RJ   25/03/2025

Nove anos após entrar no capital da brasileira Tuper, a gigante multinacional ArcelorMittal está fechando a compra de 100% da fabricante de tubos de aço catarinense, apurou a coluna.

Em 2016, a ArcelorMittal havia adquirido 40% do negócio, sediado em São Bento do Sul (SC). Agora, a multinacional está absorvendo os 60% que ainda não detinha da companhia. Um dos objetivos da operação é resolver o endividamento da Tuper, que passou por dois processos de recuperação extrajudicial em 2018 e 2021.

Segundo o mais recente ranking Valor 1000, do jornal Valor Econômico, a Tuper registrou R$ 2 bilhões em receita líquida em 2023, mas apresentava R$ 462 milhões de endividamento.

Até então controlada pelo empresário Frank Bollmann, a Tuper produz tubos de aço com costura e vende produtos beneficiados de aços planos para indústrias que vão da construção civil ao setor automotivo.

ECONOMIA

IstoÉ Dinheiro - SP   25/03/2025

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu, nesta segunda-feira (24), que o Banco Central (BC) desconsidere a inflação de alimentos e energia ao definir a taxa básica de juros, a Selic. A declaração vem após o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevar a Selic para 14,25% ao ano para conter a inflação.

Alckmin mencionou o exemplo do banco central dos Estados Unidos, que retira esses dois índices do cálculo dos juros básicos da economia estadunidense. “Uma taxa de juros elevada, como a Selic, em 14,25% ao ano, ela atrapalha a economia, porque torna muito caro o custo de capital”, disse, em evento promovido pelo jornal Valor Econômico.

Para o presidente em exercício, os aumentos nos preços de alimentos e energia são impulsionados por fatores externos e de natureza pontual, como eventos climáticos adversos e tensões geopolíticas, como guerras. Segundo o também ministro, esses eventos impactam os preços de forma significativa, mas não possuem uma relação direta com a política monetária e, portanto, com a taxa de juros.

“Alimento é muito clima. Se eu tenho uma seca muito forte, uma alteração climática muito grande, vai subir o preço de alimento. E não adianta eu aumentar os juros que não vai fazer chover. Então eu só vou prejudicar a economia”, disse, lembrando que no caso da energia, os preços do barril do petróleo são definidos internacionalmente.

Embora o Banco Central tenha entre seus objetivos principais o controle da inflação, a visão do ministro sugere uma análise mais flexível e atenta aos choques de oferta que podem influenciar os índices de preços.

“Então, eles [banco central dos EUA] excluem do cálculo [alimentos e energia]. Eu acho que é uma medida inteligente, e a gente realmente [pode] aumentar os juros naquilo que pode ter mais efetividade na redução da inflação”, explicou Alckmin.

“A redução da inflação é essencial. A inflação não é neutra socialmente, ela não é neutra, ela atinge muito mais o assalariado, que tem reajuste, normalmente, uma vez por ano e vê todo mês, todo dia, o seu salário perder o poder aquisitivo. Então, entendo, sim, que é uma medida que deve ser estudada pelo Banco Central brasileiro”, argumentou o presidente em exercício.

Alckmin também alertou para o impacto do aumento da Selic nas contas públicas. Segundo cálculos apresentados por ele, cada elevação de 1 ponto percentual na taxa básica de juros onera a dívida pública em aproximadamente R$ 48 bilhões.
Juros básicos

Puxada pela alta da energia elétrica, em fevereiro, a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 1,31%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior resultado desde março de 2022, quando tinha marcado 1,62%, e o mais alto para um mês de fevereiro desde 2003 (1,57%). Em 12 meses, o IPCA soma 5,06%.

O índice está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o Copom aumentar mais uma vez os juros, em 1 ponto percentual, na reunião da semana passada, o quinto aumento seguido da Selic, em um ciclo de contração na política monetária.

Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação no crescimento. Segundo o colegiado, a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços continue alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo.

Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso. Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em 1 ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de janeiro.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

O Estado de S.Paulo - SP   25/03/2025

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 24, que novas tarifas sobre carros, aço, alumínio e fármacos serão anunciadas “em um futuro próximo”, destacando que a medida trará “bilhões de dólares” ao país. “Essas tarifas manterão os impostos baixos nos EUA”, declarou Trump, reforçando que o anúncio das tarifas será feito “muito em breve”, e não em “um futuro mais distante”.

Em meio aos anúncios, durante uma reunião com membros de seu gabinete na Casa Branca, Trump citou que o lançamento do Serviço de Receita Externa ocorrerá em 2 de abril, data que ele e o secretário do Comércio americano, Howard Lutnick, chamaram de “dia das tarifas recíprocas”, que também devem ser implementadas neste dia. “Nesse dia, o mundo vai tratar os EUA de maneira mais justa”, afirmou Lutnick. Trump acrescentou: “Impostos vão ser muito reduzidos nos EUA com o Serviço de Receita Externa” e garantiu que “a receita externa vai cobrir nossos gastos internos em breve”.

O republicano também celebrou o retorno de empresas ao país, afirmando que US$ 4 trilhões em negócios estão voltando para os EUA. Além disso, o presidente americano reforçou que “os preços já abaixaram de maneira bem significativa nos EUA”, disse, citando quedas nos valores de alimentos e energia.

Quanto à política monetária, Trump reiterou, por duas vezes na reunião, sua expectativa de que o Federal Reserve (Fed) reduza as taxas de juros: “Espero que o Fed reduza as taxas de juros”, repetiu, alinhando-se a sua recente pressão por juros mais baixos. Poucos minutos depois, ele repetiu: “espero que o Federal Reserve abaixe os juros dos EUA.”

O Estado de S.Paulo - SP   25/03/2025

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 caiu pela segunda semana seguida, de 5,66% para 5,65%. Agora, está 1,15 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Um mês antes, também estava em 5,65%. Considerando só as 98 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana passou de 5,68% para 5,66%.

A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,48% para 4,50%, já colada ao teto da meta. Um mês antes, estava em 4,40%. Considerando somente as 94 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, permaneceu em 4,50%.

Na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumentou a taxa Selic em 1 ponto porcentual, de 13,25% para 14,25%, e informou antever uma nova alta de menor magnitude na próxima reunião, de maio. O colegiado afirmou que o cenário para a convergência da inflação à meta continua “adverso.”

Considerando a menor alta possível, de 0,25 ponto, o BC elevaria os juros a 14,50% — já o maior nível desde agosto de 2006, durante o primeiro governo Lula, quando o Copom reduziu a taxa Selic de 14,75% para 14,25%.

A partir de 2025, a meta passa a ser contínua, com base na inflação acumulada em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo.

O horizonte relevante do BC é o terceiro trimestre de 2026, quando o Copom espera uma inflação de 3,9%. A projeção para o IPCA de 2025 é de 5,1%. O balanço de riscos do comitê está assimétrico para cima.

A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0% pela quinta semana consecutiva. A projeção para o IPCA de 2028 se estabilizou em 3,78%. Um mês antes, era de 3,79%.
Juros

A mediana para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,0% pela 11ª semana seguida. A estimativa sugere que os juros terão de avançar mais 0,75 ponto porcentual. Considerando apenas as 82 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária para a taxa básica de juros no fim de 2025 também permaneceu em 15,0%.

A mediana para a Selic no fim de 2026 ficou estável em 12,50% pela oitava semana consecutiva. Considerando apenas as 78 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 12,50%.

A estimativa intermediária para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela sexta semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 13ª semana consecutiva.

No comunicado da última reunião, o Copom reforçou que, para além de maio, o tamanho total do ciclo de aperto será ditado pelo seu “firme compromisso de convergência da inflação” e dependerá da evolução da inflação — especialmente dos componentes sensíveis à atividade econômica e à política monetária —, das projeções e expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.
Alta do PIB

A mediana para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 caiu pela segunda semana consecutiva, de 1,99% para 1,98%. Um mês antes, estava em 2,01%. Mas, considerando somente as 71 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis — mais sensíveis a novidades —, passou de 1,98% para 2,0%.

O PIB brasileiro cresceu 0,2% no quarto trimestre do ano passado — abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 0,4%. No acumulado de 2024, a economia teve alta de 3,4%. O carrego estatístico para 2025 é positivo em 0,8%.

A maioria dos indicadores de atividade de alta frequência compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tiveram desempenho abaixo do esperado em janeiro. A produção industrial teve variação zero, enquanto o mercado previa alta de 0,4%. O volume de serviços caiu 0,5%, ante mediana de alta de 0,1%.

Em contrapartida, as vendas do varejo ampliado cresceram 2,3%, acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 1,7%. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,89% em janeiro ante dezembro, acima do teto da pesquisa, que era de 0,70%.

A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 se manteve em 1,60%. Um mês antes, era de 1,70%. Considerando só as 57 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, subiu de 1,56% para 1,64%.

A mediana para o crescimento do PIB de 2027 caiu de 2,0% para 1,99%. Um mês antes, era de 2,0%. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável em 2,0% pela 54ª semana seguida.

O Banco Central espera que a economia brasileira cresça 2,10% este ano, conforme o mais recente Relatório Trimestral de Inflação (RTI). A autarquia vai atualizar as estimativas nesta quinta-feira, 27, quando será publicado o novo Relatório de Política Monetária (RPM).
Dólar

A mediana para a cotação do dólar no fim de 2025 caiu pela segunda semana seguida, de R$ 5,98 para R$ 5,95. Um mês antes, estava em R$ 5,99. A estimativa intermediária para 2026 continuou em R$ 6,0 pela décima semana consecutiva.

A projeção para o fim de 2027 se manteve em R$ 5,90. Quatro semanas antes, estava em R$ 5,92. A estimativa intermediária para o fim de 2028 permaneceu em R$ 5,90. Um mês antes, era de R$ 5,93.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

IstoÉ Dinheiro - SP   25/03/2025

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,113 bilhão na terceira semana de março. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira, 24, o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,426 bilhões e importações de US$ 5,313 bilhões.

No mês, o superávit acumulado é de US$ 5,877 bilhões e, no ano, de US$ 7,811 bilhões.

Até a terceira semana de março, a média diária das exportações registrou alta de 16% em relação à média diária do mesmo mês de 2024.

O resultado se deu devido ao crescimento de US$ 100,59 milhões (28,4%) em Agropecuária; recuo de US$ 13,45 milhões (-4,2%) em Indústria Extrativa; e alta de US$ 133,37 milhões (19,2%) em Indústria de Transformação.

Já as importações tiveram crescimento de 12,5% na mesma comparação, com alta de US$ 9,08 milhões (38,7%) em Agropecuária; queda de US$ 14,07 milhões (-20,0%) em Indústria Extrativa; e crescimento de US$ 131,46 milhões (14,2%) em Indústria de Transformação .

IstoÉ Dinheiro - SP   25/03/2025

O presidente do Federal Reserve (Fed) de Atlanta, Raphael Bostic, disse que antes projetava dois cortes nos juros pelo BC americano em 2025, porém, diante das incertezas, calcula apenas um, em entrevista para a Bloomberg TV, nesta segunda-feira, 24. Segundo o dirigente, é difícil dizer para onde a economia do país irá, mas acredita que a trajetória da inflação será “muito irregular”.

“Não voltaremos para a meta de inflação a 2% até o início de 2027”, afirmou ao ressaltar que as empresas esperam repassar os custos das tarifas, mas que não está claro se a sobretaxação será “um golpe único nos preços”. “Historicamente, as tarifas significaram um aumento único nos preços, o que pode ser questionável desta vez”, enfatizou.

Para Bostic, o caminho apropriado para a política monetária tem de ser adiado e é melhor ser “mais paciente” nas próximas decisões de juros, apesar da atual taxa estar “bem calibrada”, na avaliação dele. “Minha preferência é de deixar as taxas de juros no nível que estão agora. As ações do Fed podem ter que ser maiores quando a direção estiver clara”, acrescentou.

Globo Online - RJ   25/03/2025

Em conferências ao longo da última semana em Pequim, analistas chineses chegaram ao microfone para manifestar otimismo sobre a retomada da economia. Dois anos e pouco após o fim da política de Covid zero, que engessou a “fábrica do mundo” e deixou sequelas na confiança da população, há sinais positivos. A surpresa é que Donald Trump está entre eles.

Ainda que a guerra tarifária aberta pelo presidente americano provoque turbulências indesejadas, a longo prazo a tendência é que a China saia mais forte, com uma reputação de parceiro confiável em contraste com as oscilações de Trump. É essa a ideia que está na cabeça de muitos na elite chinesa, mesmo que a prudência recomende evitar pronunciá-la publicamente. Bravatas no modelo trumpista não fazem o estilo chinês.

Mas se o maior rival insiste em atirar na própria credibilidade, floresce neste início de primavera em Pequim o espírito do refrão entoado há alguns anos pelo presidente Xi Jinping: “O Oriente está em alta e o Ocidente está em declínio”. Diante de um auditório lotado em Pequim, o economista Xu Dingbo foi um dos que ousaram expressar um sentimento que anda em falta nos últimos anos: confiança.

Indícios tímidos de melhora em dois pontos sensíveis da economia chinesa — consumo e setor imobiliário — fazem parte do pacote de otimismo que o governo tenta promover, junto com as medidas de estímulo anunciadas na semana passada. Ao mesmo tempo, os ventos hostis que sopram de Washington abrem oportunidades para convencer outros países de que o eixo de estabilidade está em Pequim. A China já é a maior economia do mundo pelo poder aquisitivo, e é responsável por 30% da capacidade industrial do planeta, pontua Xu, em resposta à ameaça criada pelos tarifaços de Trump.

— Acorda Europa! — bradou o economista, sugerindo que a China é uma alternativa mais segura que os EUA, diante da instabilidade da aliança transatlântica.

Com os sinais de retomada econômica, a sensação é de que “o pior já passou”, diz Liu Qiao, reitor da Faculdade de Administração da Universidade de Pequim. A série de análises otimistas culminou no fim de semana no Fórum de Desenvolvimento da China (FDC), evento que contou com a presença de pesos-pesados da economia e do mundo acadêmico, entre eles o CEO da Apple, Tim Cook, e o historiador israelense Yuval Noah Harari, autor do bestseller “Sapiens”.

No discurso de abertura, chamou a atenção que não apenas os números da economia serviram como prova da ascensão chinesa, mas também avanços em tecnologia e cultura. O premier Li Qiang citou o aplicativo de inteligência artificial DeepSeek e o fenômeno do momento do cinema chinês, “Ne Zha 2”, maior bilheteria da História para um filme de animação. O DeepSeek em particular tornou-se motivo de orgulho nacional, a ponto de ser aplaudido pelo público quando citado em eventos.

Coube a Harari, porém, jogar um balde de água fria na euforia. Numa passagem-relâmpago pelo FDC, o israelense alertou para os riscos da inteligência artificial, comparando-a a uma invasão alienígena. A Humanidade precisa restaurar os relacionamentos de confiança, antes de desenvolver superinteligências que podem sair do controle, alertou Harari.

— Infelizmente, em todo o mundo está acontecendo o oposto. A confiança entre as pessoas está em colapso — lamentou.

Money Times - SP   25/03/2025

A desaceleração da atividade brasileira abrirá espaço para o início do ciclo de cortes de juros a partir da penúltima reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), afirma o Safra.

O time de economia do banco projeta que a Selic seja elevada até 14,75% em meados de 2025 para conter a inflação, que deve fechar o ano em 5,2%. Posteriormente, a expectativa é que o Banco Central (BC) inicie o ciclo de redução da taxa, cortando-a para 13,75% até o final de 2025.

Na última reunião, de março, os diretores do Copom elevaram os juros em 1 ponto percentual (p.p.), para 14,25%. O Comitê antecipou ainda uma nova alta na próxima reunião, mas de menor magnitude.

Os economistas do Safra destacam que os últimos indicadores de atividade econômica já demonstram sinais de desaceleração.

Dados referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2024, produção industrial, setor de serviços e vendas no varejo de janeiro vieram abaixo das projeções do mercado, refletindo um menor impulso fiscal e os efeitos iniciais da política monetária mais restritiva.

O banco projeta um crescimento do PIB em 2025 de 1,5%, abaixo do consenso de mercado, que atualmente está em 1,98%, segundo o Boletim Focus.

A projeção do Safra para a política monetária também vai na contramão do mercado, que espera que a Selic atinja o pico em 15% e siga nesse patamar até o fim do ano.

Impacto na inflação e nos juros futuros

Os economistas do Safra afirmam que, se, por um lado, o desaquecimento da economia é preocupante, por outro, contribui para uma menor pressão inflacionária. Isso justificaria uma flexibilização mais rápida da política monetária.

Essa perspectiva já começa a se refletir nos mercados financeiros. O banco observa que, após a divulgação dos últimos dados econômicos, houve uma melhora na precificação dos juros futuros, com a curva de juros fechando 70 pontos-base nos vencimentos mais curtos e 100 pontos-base nos vencimentos médios e longos.

O Banco Central tem reiterado seu compromisso com o controle da inflação, mantendo uma postura conservadora. No entanto, com a economia dando sinais de arrefecimento, os cortes na Selic podem acontecer antes do previsto, aliviando o custo do crédito e impulsionando setores sensíveis à política monetária.

MINERAÇÃO

Exame - SP   25/03/2025

A Gerdau, maior produtora brasileira de aço, conquistou o reconhecimento IRMA 50, concedido pela Initiative for Responsible Mining Assurance (IRMA), ou Iniciativa para Garantia de Mineração Responsável. O reconhecimento, dado à mina de minério de ferro Miguel Burnier, em Ouro Preto (MG), coloca a operação entre as 11 minas no mundo que já passaram pelo rigoroso processo de avaliação da entidade.

A certificação foi concedida após auditoria independente da SCS Global Services, que analisou cerca de 400 requisitos, distribuídos em quatro pilares: integridade corporativa, planejamento para legados positivos, responsabilidade social e responsabilidade ambiental.

Mineração responsável como estratégia

“Estamos sempre buscando aprimoramento contínuo, diálogo aberto com as comunidades e adoção das melhores práticas no setor”, afirmou Wendel Gomes, diretor de Mineração e Matérias-Primas da Gerdau. Segundo ele, a mineração responsável é um dos pilares estratégicos da empresa, que há 124 anos atua no Brasil.

A certificação da IRMA reforça o compromisso da Gerdau com a transparência. “Os stakeholders podem acessar publicamente o relatório da auditoria e utilizá-lo para entender os avanços e os pontos que podem exigir melhorias”, disse Aimee Boulanger, diretora-executiva da IRMA.

Padrão internacional e auditoria independente

A IRMA é uma iniciativa global voltada para aprimorar as práticas ambientais e sociais na mineração. Seu modelo de certificação inclui, inclusive, inspeções presenciais para verificar a conformidade das operações com padrões internacionais.

O reconhecimento da mina Miguel Burnier reforça o posicionamento da Gerdau no mercado global e fortalece sua governança ambiental e social. Clique aqui para acessar o relatório.

CNN Brasil - SP   25/03/2025

Os contratos futuros do minério de ferro subiram nesta segunda-feira (24), conforme a demanda mais positiva pelo principal ingrediente da fabricação de aço na China superou as preocupações relacionadas a cortes na produção de aço.

O contrato de maio do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China fechou em alta de 2,43%, para 779,5 iuanes (US$ 107,45) a tonelada.

O minério de ferro de referência para abril na Bolsa de Cingapura avançou 2,29%, para US$ 102,2 a tonelada.

“A produção entre os produtores independentes de aço de forno elétrico a arco (EAF) da China aumentou ainda mais esta semana em resposta à contínua recuperação da demanda doméstica de aço”, disse a consultoria Mysteel.

A taxa média de utilização da capacidade das usinas EAF subiu pela sexta semana consecutiva para 54,9% na sexta-feira, a maior desde junho de 2024, mostraram dados da Mysteel.

A produção de metal quente, normalmente usada para medir a demanda de minério de ferro, aumentou significativamente no mês a mês, enquanto a demanda de aço manufaturado permaneceu alta, disse a corretora Galaxy Futures.

Enquanto isso, em um fórum de negócios no domingo, o primeiro-ministro chinês Li Qiang pediu a países que abram seus mercados para combater a “crescente instabilidade e incerteza”, enquanto a China se prepara para novas tarifas dos EUA.

“A produção de aço enfrenta dificuldades cada vez maiores devido às tarifas e aos cortes de capacidade”, disseram os analistas da ANZ em nota.

Em sua reunião parlamentar anual no início deste mês, a China disse que reestruturaria sua gigantesca indústria siderúrgica por meio de cortes na produção, mas não anunciou nenhuma meta.

Ainda assim, as importações de minério de ferro podem permanecer resistentes devido ao reabastecimento sazonal, acrescentou o ANZ.

Brasil Mineral - SP   25/03/2025

Os investimentos para a implantação do projeto superam R$ 100 milhões e mais de 400 empregos serão criados em decorrência dessa operação.

A Bemisa está avançando na produção de minério de ferro em Minas Gerais com a implantação do projeto Pedra Branca, localizado no município de João Monlevade, no tradicional Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais, conhecido por seus extensos depósitos de minério de ferro e ouro.

A previsão é que a produção seja iniciada no segundo semestre de 2025, numa área que abrange três direitos minerários, com 194,38 hectares, formando um polígono dentro dos municípios de Itabira, Bela Vista de Minas e João Monlevade, a oeste da mina de Andrade, da ArcelorMittal Brasil.

De acordo com a Bemisa, “o desenvolvimento do projeto contou com extensa pesquisa geológica, incluindo duas campanhas de sondagem diamantada que totalizaram cerca de 10 mil metros, distribuídos em mais de 90 furos. Esses estudos resultaram na estimativa de recursos, que estão em fase de certificação, de cerca de 130 milhões de toneladas (Mt), incluindo mais de 33 Mt de material de alta qualidade, com teores médios de 58,5% de ferro”.

Quando em operação, a mina de Pedra Branca deverá contar com uma planta móvel de britagem e peneiramento, para processamento a seco dos minérios de alto teor. A operação não utilizará barragens para disposição dos rejeitos. Quando em plena capacidade, o empreendimento deverá produzir anualmente 1,5 milhão de toneladas, o que elevará a capacidade de produção de minério de ferro da empresa para cerca de 5,0 milhões t/ano, o que tornará a Bemisa um produtor de médio porte. Em 2024, a empresa colocou-se como o 23º. maior recolhedor de CFEM (Contribuição Financeira pela Exploração Mineral) no País.

“Os investimentos para a implantação do projeto superam R$ 100 milhões e mais de 400 empregos serão criados em decorrência dessa operação. Com Pedra Branca, a Bemisa terá um total de três operações de minério de ferro em Minas Gerais, fortalecendo ainda mais seu posicionamento como um player relevante do mercado nacional de mineração, informa a Bemisa.

Criado em 2007, o Grupo Bemisa está focado no desenvolvimento de oportunidades minerais no Brasil, sustentado em anos de experiência no setor e por sua equipe atual de mais 1.700 colaboradores. O grupo possui 22 projetos distribuídos em sete estados, incluindo duas operações ativas de minério de ferro em Minas Gerais dentro do Complexo Baratinha, com capacidade anual de 3,5 milhões de toneladas por ano. Além disso, o Grupo possui uma operação de ouro em escala piloto no estado do Pará, próxima ao distrito polimetálico de Carajás.

A Bemisa já perfurou mais de 260 mil metros em seus projetos por meio de diversas campanhas de exploração, alcançando avanços significativos na estruturação de seus empreendimentos em diferentes substâncias minerais, incluindo minério de ferro, ouro, níquel, terras raras, cobre, fosfato e calcário. O Grupo Bemisa acredita no potencial da mineração no Brasil e está comprometido com o desenvolvimento sustentável dos ativos minerais no País.

AUTOMOTIVO

Exame - SP   25/03/2025

A montadora chinesa BYD divulgou, nesta segunda-feira, 24, que teve receita de 777 bilhões de yuans (US$ 107 bilhões) em 2024, superando, pela primeira vez, a Tesla em faturamento.

Os números divulgados ficaram acima das expectativas de analistas consultados pela Bloomberg, que projetavam 766 bilhões de yuans. O lucro líquido da empresa também superou as estimativas, com alta de 34% no ano, somando 40,3 bilhões de yuans (US$ 5,5 bilhões), acima das expectativas de 39,5 bilhões de yuans.

A Tesla, por sua vez, encerrou 2024 com receita de US$ 97,7 bilhões e lucro líquido de US$ 7,6 bilhões. Embora ainda mantenha larga vantagem em valor de mercado — cerca de US$ 800 bilhões, frente aos US$ 157 bilhões da rival —, a companhia de Elon Musk tem perdido participação na China, onde as entregas vêm caindo há cinco meses consecutivos.

Já para a BYD, a China é o maior mercado. Por lá, a fabricante tem uma participação de 15% nas vendas de carros de passeio — elétricos ou não.

O avanço da BYD

Com sede em Shenzhen, a BYD consolidou sua liderança no maior mercado de veículos elétricos do mundo ao combinar preços competitivos com inovações tecnológicas.

Neste ano, a montadora lançou um sistema de recarga capaz de adicionar 400 km de autonomia em 5 minutos e incluiu recursos avançados de assistência à direção até mesmo nos modelos mais acessíveis.

Esse salto tecnológico ajudou a BYD a alcançar novos patamares: as ações negociadas em Hong Kong subiram cerca de 51% no ano, atingindo máximas históricas.

Em volume de vendas de carros 100% elétricos, a BYD ficou próxima da Tesla, com 1,76 milhão de unidades vendidas — ante 1,79 milhão da concorrente americana. Ao considerar os modelos híbridos, a liderança da chinesa se destaca: foram 4,27 milhões de unidades comercializadas, patamar próximo ao da Ford.

A expectativa da BYD é manter o ritmo acelerado. Nos dois primeiros meses de 2025, a empresa vendeu 623,3 mil veículos, alta de 93% em relação ao mesmo período do ano passado. A meta para este ano é entregar entre 5 milhões e 6 milhões de unidades.

Expansão internacional

Fora da China, a BYD segue ganhando espaço em mercados como Europa, Tailândia, Singapura e Austrália. A empresa ainda não atua com carros de passeio nos Estados Unidos, em razão das tarifas elevadas impostas aos veículos chineses, mas tem reforçado sua estratégia de internacionalização.

Em 2024, montadora chinesa exportou 417.200 veículos, o que representa um crescimento anual de 71,9%. O mês de dezembro foi particularmente forte, com a BYD vendendo 57.154 veículos em mercados internacionais, um aumento de 58,34% em comparação com o mesmo período do ano anterior. No total, a BYD vendeu 4,25 milhões de carros de passageiros em 2024.

O presidente e fundador da BYD, Wang Chuanfu, disse, em comunicado à imprensa, que as montadoras chinesas já deixaram de ser seguidoras no segmento de veículos inteligentes e hoje lideram o processo. A prioridade, agora, é ampliar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento para ganhar competitividade nos mercados globais.

Infomoney - SP   25/03/2025

As vendas de veículos elétricos da Tesla na Europa caíram em fevereiro e ficaram atrás da tradicional marca Volkswagen e do grupo BMW, assim como de rivais da China, mostraram nesta segunda-feira dados da plataforma de pesquisa JATO Dynamics.

A marca totalmente elétrica está enfrentando um teste de fidelidade na Europa, depois que seu CEO, Elon Musk, aliado próximo do presidente dos EUA, Donald Trump, apoiou abertamente partidos de extrema direita no continente, com pelo menos duas dúzias de postagens em sua plataforma X promovendo a Alternative fur Deutschland da Alemanha.

O papel de Musk na política, a crescente concorrência no mercado de veículos elétricos e a eliminação gradual da versão existente de seu veículo mais vendido, o Model Y, impactaram as vendas, disse Felipe Munoz, analista global da JATO Dynamics, em relatório.

“Marcas como a Tesla, que têm uma linha de modelos relativamente limitada, são particularmente vulneráveis a quedas de registros ao realizar uma troca de modelo”, disse Munoz.

Os registros de veículos elétricos a bateria (BEV, na sigla em inglês) da Tesla em 25 mercados da União Europeia, no Reino Unido, na Noruega e na Suíça caíram em média 44% em relação ao mesmo mês de 2024, para menos de 16.000 carros vendidos em fevereiro. Sua participação de mercado no mês caiu para 9,6%, a menor leitura de fevereiro nos últimos cinco anos.

Em comparação, as vendas de BEVs da Volkswagen aumentaram 180%, para menos de 20.000 carros, enquanto a marca BMW e a Mini, de propriedade da BMW, juntas, venderam quase 19.000 BEVs em fevereiro, mostraram os números.

As marcas de propriedade chinesa, combinadas, também venderam mais carros elétricos do que a Tesla, disse a JATO Dynamics.

As vendas de BEVs da BYD’s e da Polestar nos mesmos mercados aumentaram respectivamente 94% e 84%, para mais de 4.000 e mais de 2.000 carros. A Xpeng vendeu mais de 1.000 carros e a Leapmotor quase 900.

As vendas de BEVs da Volvo, de propriedade da Geely, e da MG, de propriedade da SAIC, por outro lado, caíram 30% e 67% respectivamente, mostraram os dados.

As vendas totais de carros em 25 mercados da União Europeia, no Reino Unido, na Noruega e na Suíça caíram 3%, para 0,97 milhão em fevereiro, enquanto os registros de BEVs aumentaram 25%.

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   25/03/2025

O consumo de combustível é um dos maiores custos na operação de máquinas pesadas, podendo representar até 35% do total de despesas.

Pensando em ajudar seus clientes a reduzir esse impacto, a John Deere, empresa global de tecnologia que fornece equipamentos e software para os setores agrícola, de construção e florestal, desenvolveu o Programa Litros de Vantagens, uma solução exclusiva para os equipamentos de Construção da empresa.

O programa garante um consumo de combustível pré-definido em diversos modelos de escavadeiras, pás-carregadeiras, motoniveladoras, tratores de esteira e na retroescavadeira 310 P, proporcionando maior controle sobre os gastos operacionais.

A adesão ao programa é simples e sem custos adicionais. Após a compra de uma das máquinas participantes, os clientes têm até 60 dias para registrá-las. O único requisito é que o equipamento esteja com o JDLink ativado, possua o pacote John Deere Protect e esteja com as manutenções em dia.

O JDLink é uma tecnologia de monitoramento remoto que permite acompanhar o consumo de combustível, as horas de operação, a ociosidade e o uso do modo ECO. Além disso, o sistema oferece diagnósticos remotos avançados, contribuindo para reduzir paradas imprevistas e aprimorar a eficiência geral das máquinas.

O consumo de combustível garantido varia conforme o modelo. A retroescavadeira 310 P, por exemplo, tem um consumo estipulado de 5,8 L/h, enquanto a pá-carregadeira 524 P apresenta 9,5 L/h. Caso os valores sejam ultrapassados, o cliente recebe um crédito de até 20% sobre o valor excedente, que pode ser usado para adquirir peças, serviços ou até mesmo como entrada para novos equipamentos.

Além de otimizar a eficiência operacional, o programa se integra ao suporte pós-venda oferecido pela John Deere Protect, que inclui manutenção preventiva, peças originais e monitoramento contínuo das máquinas. Este suporte contínuo assegura que os equipamentos operem com o máximo desempenho, aumentando a durabilidade e diminuindo custos com manutenções inesperadas.

“O Programa Litros de Vantagens não se limita a oferecer uma garantia de consumo; ele funciona como uma ferramenta estratégica de gestão. Proporciona aos nossos clientes maior previsibilidade, controle e rentabilidade, por meio de tecnologias que possibilitam o monitoramento remoto e a otimização das operações, assegurando uma gestão mais eficaz e um desempenho superior das máquinas ao longo de sua vida útil”, afirma Thomas Spana, gerente de Marketing da divisão de Construção da John Deere para a América Latina.

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   25/03/2025

A Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) apresenta uma nova iniciativa para integrar fabricantes de máquinas aos usuários, locadores, construtoras e compradores.

Marcado para o dia 22 de maio, em São Paulo, o "1º Encontro Sobratema de Conexões e Negócios" fortalece o mercado de equipamentos compactos ao abrir oportunidades de negócios, estimulando a aplicação desse tipo de máquina nas obras pelo país.

Além da promoção de vendas, o evento presencial possibilita networking qualificado, com troca de experiências, tecnologias, sustentabilidade e formação de parcerias estratégicas.

“O mercado de compactos tem crescido no país, pois esses equipamentos agregam produtividade, menor custo operacional e flexibilidade de aplicação nas obras”, afirma Agnaldo Lopes, presidente executivo da Sobratema.

“Além do uso convencional na construção civil e na demolição, podem ser aplicados em outras atividades devido à versatilidade, como em paisagismo e locais com menos espaço”, complementa.

De acordo como o Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção e Mineração, as vendas de miniescavadeiras em 2024 estão estimadas em 2.500 unidades, o que representa alta de 32% ante 2023, quando foram comercializadas 1.590 máquinas.

“Esse mercado possui um potencial de crescimento no Brasil pelo tamanho do território nacional, pelo bom momento vivenciado pela construção civil e pela infraestrutura e diversidade de segmentos que podem ser atendidos por esse tipo de máquina”, avalia Lopes.

Palestra – Além de apresentações de equipamentos compactos, o evento traz palestra do CEO da Audit Consult, Paulo Henrique, sobre as mudanças tributárias e seus impactos no mercado de locação de máquinas e equipamentos.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor - SP   25/03/2025

Persistência de bons indicadores apesar de juros altos desafia analistas; busca por diversificação global tem beneficiado ações

Bruno Mendonça, do Bradesco BBI, vê mudanças no MCMV como temporárias — Foto: Rogerio Vieira/Valo

O quarto trimestre trouxe resultados positivos para as incorporadoras e surpreendeu no segmento de médio padrão. Levantamento do Valor Data, com dados de 19 empresas de capital aberto e fechado, aponta alta de 48% no lucro líquido e de 27% na receita líquida, ganho de 2 pontos percentuais em margem e aumentos de 39% nos lançamentos e de 29% nas vendas líquidas, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultados do acumulado de 2024 também mostram melhora nesses indicadores, na comparação com 2023.

No segmento que atende à população de baixa renda, via o programa federal Minha Casa, Minha Vida (MCMV), as motivações para o bom desempenho são conhecidas: o programa tem rodado bem e não falta demanda por moradia na camada social que ele atende. O que inquieta os analistas é a média e alta renda: os resultados também seguem positivos, mesmo com os juros e a disponibilidade de crédito lutando contra.

“Se em dois anos o segmento de média renda tiver desacelerado, já temos todas as explicações, mas se ele sustentar a força, teremos de buscar uma resposta”, afirma Bruno Mendonça, chefe dos analistas de “real estate” do Bradesco BBI. Para ele, há uma “inércia positiva”, por causa do aumento de preço dos imóveis de médio e alto padrão, que cria um senso de escassez nos compradores. Não se sabe, no entanto, quanto isso vai durar.

Com o ciclo de alta da Selic, os bancos já voltaram a aumentar a taxa do financiamento imobiliário. Como explica Mendonça, quem comprou um imóvel na planta em 2022, esperando conseguir um financiamento com juros a 7% ao ano, vai encontrar na entrega das chaves - momento de adesão ao financiamento - taxas de 12% ao ano. “O juro alto deveria começar a bater, em algum momento”, diz.

Miguel Mickelberg, diretor-financeiro da Cyrela, afirma que tem aumentado a parcela de clientes que decidem não tomar crédito com bancos, mas quitar o imóvel com recursos próprios. Para aqueles que precisam do financiamento, ele disse, em conversa com analistas na sexta-feira (21), que o time de vendas já relata mais dificuldade de encaixar no crédito. A proporção de distratos, no entanto, não subiu, segundo ele. “Temos de acompanhar ao longo do ano”.

Como não faltam motivos para esperar um desempenho mais fraco do setor de média e alta renda, seus resultados positivos surpreendem e são festejados pelos investidores. A ação da EZTec, que elevou seu lucro em 53% e a margem bruta em 4,2 pontos no quarto trimestre, na base anual, disparou 17,7% no dia seguinte à divulgação do balanço. Até esta segunda-feira (24), a ação subia 40,59% no ano, a R$ 15,17.

A Cyrela teve seu resultado recebido como “impressionante” por analistas, superando mesmo estimativas já agressivas de melhora nos dados, como relatado pelo time do Santander. O lucro líquido dobrou no quarto trimestre. A ação acumula alta de 41,76% no ano, a R$ 23,49.

Mendonça analisa que o setor, e especialmente a Cyrela, que vem tendo resultados fortes há alguns trimestres, se beneficia por ser diretamente ligado ao desempenho macroeconômico do Brasil. Isso não é motivado por uma melhora da situação econômica do país, já que, em sua visão, “estruturalmente, nada mudou da virada do ano para cá”.

Com a instabilidade política nos Estados Unidos, investidores globais estão tentando diversificar suas posições, e o Brasil é uma das opções. Logo, se querem estar expostos ao país, faz sentido entrar em um setor mais correlacionado à dinâmica brasileira.

Além disso, lembra Mendonça, um tradicional competidor por investidores, o México, está na “linha de fogo” de Donald Trump, ao contrário do Brasil, ao menos por ora. O varejo nacional, competidor tradicional do setor de incorporação, também não está nos melhores dias, o que atrai mais atenção para as construtoras com ações listadas.

As empresas têm entregado, mas já não está tão fácil surpreender no baixa renda”

— Bruno Mendonça

As incorporadoras do segmento popular também se beneficiam desse momento, mas de forma paulatina. Como estão em crescimento desde 2023, quando o MCMV voltou a operar, suas ações já vêm subindo há mais tempo, só não mais do que as expectativas dos analistas. “As empresas têm conseguido entregar, mas já não está tão fácil surpreender no baixa renda”, afirma Mendonça. Resultados neutros ou positivos não empolgaram, e até decepcionaram, investidores no quarto trimestre.

As expectativas devem seguir elevadas, ainda mais após os anúncios recentes de injeção de R$ 15 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal no programa, um aumento de cerca de 5% no orçamento previsto do ano, e da vontade do governo de atender à classe média, com conversas para elevar a faixa máxima de renda do MCMV de R$ 8 mil para R$ 12 mil, o que deve vir junto a um aumento de R$ 350 mil para até R$ 500 mil no teto de preço das unidades.

O Sindicato das Construtoras do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) afirmou, em nota, que o aumento de R$ 15 bilhões no orçamento é positivo, mas a vice-presidente de habitação da entidade, Daniela Ferrari, a classificou como uma “surpresa”, porque o setor tinha outros pleitos para melhorar o programa.

Antes desse anúncio, as empresas do MCMV vinham defendendo uma atualização das faixas de renda, mas sem ampliar o teto geral do programa, com receio de que isso pudesse comprometer a sustentabilidade do FGTS, fonte de recursos da política, além de maior restrição ao financiamento de imóveis usados.

Em relatório, Ygor Altero e Ruan Argenton, da XP, apontaram Cury e Direcional como empresas que devem ser mais beneficiadas por essas mudanças.

Para Mendonça, a injeção de recursos vai ajudar a poupar o FGTS, mas deve durar poucos meses, e não será recorrente. “Ela alivia a pressão de forma temporária e rápida”, afirma.

O Estado de S.Paulo - SP   25/03/2025

Desesperado para recuperar a popularidade perdida, o governo Lula da Silva decidiu enviar R$ 15 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para ampliar a verba do Programa Minha Casa Minha Vida. Com o reforço, a ideia é viabilizar uma forma de financiar operações para compra da casa própria por famílias com renda bruta mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil, que atualmente não são alcançadas por essa política habitacional.

A intenção do Executivo de ampliar as possibilidades de uso dos recursos do Fundo Social já estava clara desde a edição da Medida Provisória 1.291/2025, de 6 de março deste ano, que incluiu, entre os possíveis destinos da verba, gastos com habitação de interesse social, infraestrutura social, mitigação e adaptação às mudanças climáticas e enfrentamento das consequências sociais e econômicas de calamidades públicas.

Ainda faltava, no entanto, um detalhamento sobre como o dinheiro seria utilizado, o que foi elucidado após o Ministério do Planejamento enviar um ofício ao relator do Orçamento, senador Angelo Coronel (PSD-BA).

A classe média é o novo alvo do governo, que, com uma só medida, pretende resolver dois problemas. O primeiro é aumentar os financiamentos da chamada faixa 3 do Minha Casa Minha Vida, para pessoas com renda mensal entre R$ 4,7 mil e R$ 8 mil, com recursos do Fundo Social do Pré-Sal.

O segundo é aproveitar a “sobra” de recursos da poupança e do FGTS, que seria direcionada à faixa 3, para criar a faixa 3 estendida, com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil, que hoje excede o limite de renda para enquadramento em financiamentos a juros reduzidos no programa habitacional.

Como se sabe, a disputa por recursos da caderneta, tradicional fonte de recursos para o financiamento habitacional, tem sido feroz em razão da combinação de inflação elevada, altas taxas de juros e a popularização de investimentos mais rentáveis e líquidos – situação que levou a Caixa a suspender novas contratações em outubro do ano passado e, depois, a exigir entrada maior dos compradores.

O governo, se desejasse, poderia colaborar de outras formas. Se reduzisse o gasto público, também diminuiria a demanda e, por consequência, a inflação e a necessidade de o Banco Central manter a Selic em nível tão elevado, o que tem feito com que os recursos para crédito habitacional acabem mais rápido. Mas isso demandaria responsabilidade e paciência, e um governo que só tem olhos para a reeleição não tem tempo a perder.

Ao utilizar recursos financeiros do Fundo Social do Pré-Sal para operações de crédito habitacional, o governo conseguirá injetar mais dinheiro na economia sem ultrapassar o limite de despesas nem descumprir a meta de resultado primário. Seria perfeito, não fosse a dívida bruta, cuja trajetória não mente.

É o tipo de medida que dificulta a tarefa do Banco Central (BC) de conduzir a inflação à meta. Não por acaso, ata após ata o Comitê de Política Monetária (Copom) repete que o crédito direcionado é um dos fatores que elevam a taxa de juros neutra, reduzem a potência da política monetária e aumentam o custo de desinflação.

Para o governo, nada disso importa. Enquanto o BC, de um lado, tenta frear a economia para reduzir a inflação, do outro o governo pisa no acelerador para ampliar a disponibilidade de recursos, manter a demanda aquecida e impulsionar a economia até a próxima eleição.

Com um déficit de 6,2 milhões de domicílios, segundo a Fundação João Pinheiro, o Brasil precisa de uma política habitacional que vá além da construção de microapartamentos nas regiões centrais e conjuntos habitacionais distantes dos centros urbanos. É só o que se consegue com o valor dos imóveis estabelecido no programa.

Não há uma solução única para um problema tão complexo e um país tão desigual, mas há de se ter soluções que garantam moradia acessível nos centros das principais capitais, hoje abandonados, inseguros e tomados por barracas improvisadas. Parcerias com municípios, Estados e a iniciativa privada tendem a ser mais baratas e mais rápidas. Mas a prioridade do governo são votos, e não solucionar o déficit habitacional.

FERROVIÁRIO

CNN Brasil - SP   25/03/2025

O Metrô lançou a licitação para contratar as obras de implantação da Linha 19-Celeste nesta segunda-feira (24). O trecho vai ligar o Bosque Maia, em Guarulhos, ao Anhangabaú, na capital paulista.

A contratação vai envolver um projeto executivo e a realização de obras civis de 17,6 km de vias, 15 estações e um pátio de manutenção. De acordo com o Governo de São Paulo, a meta é assinar os contratos e iniciar o projeto executivo até o fim deste ano, permitindo começar as obras civis em 2026.

Com o início da construção, os trabalhos devem ser concluídos em até 75 meses. Além da construção de 15 estações, serão também edificados 18 poços de saída de emergência e ventilação (VSE) e readequadas as estações São Bento (Linha 1-Azul) e Anhangabaú (Linha 3-Vermelha), que serão conectadas à futura linha.

O contrato também vai abranger implantação dos sistemas de Baixa Tensão e auxiliares, que envolvem painéis elétricos, escadas rolantes, elevadores, ventilação e detecção de incêndio, iluminação, sistemas de bombas, etc.

A estrutura da futura Linha 19 também contará com 31 trens que vão transportar 630 mil passageiros por dia que poderão ter o trajeto reduzido em até uma hora e utilizar a conexão com outras três linhas de metrô (1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha).

As estações da linha serão: Bosque Maia, Guarulhos-Centro, Vila Augusta, Dutra (Linha 2-Verde), Itapegica (5 primeiras em Guarulhos), Jardim Julieta, Vila Sabrina, Cerejeiras, Santo Eduardo, Vila Maria, Catumbi, Silva Teles, Cerealista, São Bento (Linha 1-Azul) e Anhangabaú (Linha 3-Vermelha).

Revista Ferroviaria - RJ   25/03/2025

– Do Bom Retiro à catedral da Sé ou à zona cerealista, com o Theatro Municipal, a Biblioteca Mário de Andrade e o Mosteiro São Bento de fundo. Se os planos da Prefeitura de São Paulo se concretizarem, os moradores da cidade vão poder realizar esse trajeto de VLT (veículo leve sobre trilhos) antes do fim da década.

A previsão é que ele transporte cerca de 134 mil pessoas por dia e interligue grande parte da região central da capital paulista. Tudo isso faz parte do estudo urbanístico do projeto, concluído no último dia 21 de fevereiro. Com 324 páginas, o documento traz, inclusive, maquetes virtuais de como ficará a obra.
Investimentos, projetos e desafios da CCR na mobilidade urbana O projeto de renovação de 560 km de vias da MRS Da expansão da Malha Norte às obras na Malha Paulista: os projetos da Rumo no setor ferroviário TIC Trens: o sonho começa a virar realidade SP nos Trilhos: os projetos ferroviários na carteira do estado

Com custo estimado em R$ 4 bilhões, o projeto agora passará por audiências públicas e a prefeitura espera licitar no primeiro trimestre de 2026 a PPP (parceria público-privada) para tocar implantação e gestão do transporte público.

A previsão é de três anos de obras, ou seja, a primeira parte deve ser entregue aos usuários em 2029.

Fatia do recurso para o investimento, cerca de R$ 1,3 bilhão, foi pedido pela prefeitura em 2023 junto ao PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), do governo federal.

A expectativa é concluir neste semestre os projetos restantes, como de engenharia, arqueológico e de preservação do patrimônio.

A Folha teve acesso a parte do estudo urbanístico Serão duas linhas com pouco mais de 6 km de distância cada uma, que se interligarão no largo do Paissandu. Atualmente, elas são chamadas de vermelha e azul, mas serão rebatizadas para jequitibá e sibipiruna, respectivamente, para não haver confusão com as linhas 1-azul e 3-vermelha, do metrô.

Ao todo, elas formam três anéis, sendo que dois deles, menores, fazem parte da jequitibá. Ela parte da região do Bom Retiro e segue para a do Campos Elíseos, onde o governo estadual planeja transferir sua sede administrativa, e vai pela avenida São João até o largo Paissandu, voltando pela rua Cásper Líbero.

A sibipiruna, em um único anel, passa por vias como as avenidas São João, Ipiranga, região da praça da Sé, parque Dom Pedro 2º, Mercado Municipal e avenida Prestes Maia. Ao contrário da outra, com sentido único, a azul terá trilho duplo de vai e volta.

O preço da passagem será o mesmo dos ônibus (atualmente R$ 5) e haverá integração com Bilhete Único. Ainda não foi definido se um usuários terá de pagar duas tarifas se mudar de linha no VLT.

Com velocidade estimada em 18 km/h, o percurso total de cada linha deverá ser feito em 40 minutos.

Os trilhos serão dispostos em vias como ruas José Paulino, Mauá e avenida Duque de Caxias. O VLT, de acordo com a gestão Ricardo Nunes (MDB), será interligado com nove estações de metrô, duas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e cinco terminais de ônibus.

Haverá supressão de pistas dos veículos comuns para instalação de trilhos. Ou seja, carros e VLT terão de conviver no trânsito. Para isso, haverá controle semafórico com prioridade para o novo transporte público.

O VLT terá sensores, radares e geolocalização que asseguram a sua chegada a um cruzamento com o sistema semafórico já controlado, diz a prefeitura.

“Será a milha final de quem vai ao centro, mas que lá precisa se deslocar à pé por grandes distâncias”, afirma Pedro Fernandes, presidente da SPUrbanismo (empresa municipal vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano).

A estimativa é tirar de circulação no centro 11 mil veículos ao dia, de pessoas que optem por trocar o carro pelo VLT. Numa das pontas da linha jequitibá, há, inclusive, a previsão de construção de um estacionamento para quem chega ao centro com transporte individual.

O estudo urbanístico prevê 5 km de corredores verdes e integração com 30 km de malha cicloviária, além de uma estimativa de 50 km de calçadas acessíveis.

De acordo com Fernandes, o sistema tende a valorizar imóveis ao longo de sua rota, atrair investimentos e dinamizar o comércio, especialmente em regiões com baixa ocupação, como na Luz.

Segundo os estudos, cerca de 2 milhões de pessoas podem ser beneficiadas com fomento ao turismo.

O VLT deverá facilitar o acesso a pontos culturais e econômicos do centro, como o Mercado Municipal, o triângulo histórico, a rua 25 de Março, o Theatro Municipal e a Sala São Paulo. Também terá ponto estratégico na antiga “Parada dos Bondes”, na praça João Mendes, para quem vai à Liberdade.

O trajeto também incluirá espaços de lazer e convivência, como o vale do Anhangabaú, Parque da Luz, largo do Arouche, praça da Sé e Parque Dom Pedro 2º, além do próprio do Paissandu —as imagens disponibilizadas mostram espaços de convivência na calçada no entorno da praça da Luz

Ele ligará a estrutura dos poderes: Tribunal de Justiça, Câmara Municipal, prefeitura e a futura sede administrativa do governo estadual.

Rafael Castelo, diretor de desenvolvimento urbano da SPUrbanilsmo, diz que deverá haver redução de 20 mil toneladas de emissão de CO2 (dióxido de carbono) ao ano com menos carros no centro.

O grupo de trabalho do projeto tem conversado com fabricantes dos trens para saber qual o melhor modelo. Segundo Fernandes, poderão ser movidos a energia elétrica subterrânea ou mesmo a hidrogênio.

“Mas, em qualquer caso, deveremos deixar a estrutura subterrânea pronta para a necessidade de troca do modelo de veículo lá na frente”, afirma. Não estão previstas desapropriações.

Defensor da implantação de VLTs em grandes centros urbanos, Ivan Metran Whately teve acesso ao projeto paulistano quando ele foi apresentado ao Instituto de Engenharia, do qual é vice-presidente.

Especialista em transportes, ele critica o fato de uma das linhas não ser bidirecional. “É um centro muito grande para circular”, afirma.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano afirma que poderá avaliar, em razão da demanda, uma mudança no plano para a linha vermelha também ter dois sentidos.

O especialista considera baixo o número estimado de veículos a menos nas ruas, o poderia mudar com trajetos mais diretos do VLT. “Ele tem qualidades que outros modais não têm, pois é limpo, requalifica a cidade e pode ser estruturador de desenvolvimento.”
CONCESSÃO PATROCINADA

Atualmente, uma comissão analisa um estudo para o edital de licitação da PPP. A concessão será do tipo patrocinada como nos ônibus urbanos. Ou seja, a prefeitura vai subsidiar o custo que não for coberto com o pagamento de tarifa pelo passageiro.

Conforme os estudos, o VLT deverá custar de R$ 100 milhões a R$ 140 milhões ao ano, valores maiores que as receitas tarifárias esperadas, de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões ao ano.

NAVAL

Valor - SP   25/03/2025

Para reduzir domínio da China no transporte marítimo, USTR propõe taxas de milhões de dólares sobre navios chineses que atracarem nos portos dos EUA

A China, hoje, produz mais de metade dos navios cargueiros do mundo, em termos de capacidade em toneladas, em comparação aos pouco mais de 5% em 1999 — Foto: Qilai Shen/Bloomberg

Quem quiser um bom exemplo do caos que se instalou no comércio exterior pelo mundo desde o início do novo governo Donald Trump nos EUA, basta olhar para uma pilha de 16 mil toneladas de tubos de aço parada na Alemanha, destinada a uma enorme obra energética na Louisiana. A carga está juntando poeira em um armazém alemão depois de Washington ter proposto taxas de milhões de dólares sobre navios chineses que atracarem nos EUA.

As negociações sobre os termos do transporte dos dutos foram suspensas até que haja mais clareza, segundo José Severin, do Mercury Group, firma responsável pela logística do envio. Nessa rota em particular, que cruza o Atlântico, 80% das embarcações da empresa são de construção chinesa, de forma que o transporte estaria sujeito a uma taxa extra entre US$ 1 milhão e US$ 3 milhões. Dependendo dos critérios aplicados, isso poderia dobrar ou triplicar o custo de envio dos tubos de aço da Alemanha.

Esse é apenas um dos incontáveis negócios que se encontram no meio do fogo cruzado desencadeado pela proposta do Gabinete do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) para coibir o domínio chinês nos setores de transporte marítimo, construção naval e logística. A China, hoje, produz mais de metade dos navios cargueiros do mundo, em termos de capacidade em toneladas, em comparação aos pouco mais de 5% em 1999, segundo dados do USTR. Japão e Coreia do Sul são as outras potências da construção naval. Em 2024, a porcentagem construída por estaleiros nos EUA foi de apenas 0,01%.

O domínio da China lhe confere “poder de mercado sobre a oferta, preços e acesso”, ressaltou o USTR, em 21 de fevereiro, quando divulgou a proposta. Em reação, a China State Shipbuilding Corp, dona da maior carteira de encomendas do setor, descreveu a medida como violação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O assunto será o cerne de uma audiência de dois dias do USTR, em Washington, que começou ontem. Toda a cadeia de suprimentos estará representada, desde produtores de soja até transportadoras e construtoras navais chinesas. Dezenas de empresários e firmas de comércio exterior explicarão por que temem que as propostas sejam ainda mais desestabilizadoras ao comércio do que as tarifas sobre bens impostas por Trump.

“Eles veem isso como uma ameaça maior por causa do impacto que terá na cadeia de suprimentos”, disse Jonathan Gold, vice-presidente de política alfandegária e de cadeias de suprimentos da Federação Nacional do Varejo dos EUA (NRF). “As transportadoras já disseram que não só repassarão o custo, mas que também deixarão de lado certas rotas, o que afetará portos menores, como Oakland, Charleston, Delaware e Filadélfia. Todos eles vão sofrer com isso.”

Em cartas ao USTR, empresários e representantes da indústria manifestaram que, se o objetivo for revitalizar a construção naval americana, a proposta não faz sentido, e que, além disso, teria um potencial devastador para a economia dos EUA. Argumentam que a medida encareceria os produtos americanos no mercado internacional, desviaria o comércio para portos do Canadá e México, sobrecarregaria os principais portos dos EUA e elevaria taxas de frete internacional e a inflação interna.

As taxas poderiam, teoricamente, gerar entre US$ 40 bilhões e US$ 52 bilhões aos cofres dos EUA, segundo a Clarksons Research Services. Algumas empresas americanas estão apreensivas, pois já vêm sendo assoladas pela incerteza causada pela escalada tarifária sobre os produtos chineses, e o aço e o alumínio - e por uma nova rodada de medidas de reciprocidade, esperada para o dia 2 de abril.

“O que o USTR propôs - uma taxa de muitos milhões de dólares, retroativa, em cada escala portuária - não vai funcionar”, disse o CEO da associação setorial Conselho Mundial de Transporte Marítimo (WSC), Joe Kramek. “Isso só servirá para punir consumidores, empresas e, especialmente, agricultores americanos, elevando preços e ameaçando empregos.”

John McCown, veterano da indústria de transporte marítimo e autor de um livro sobre a história da navegação de cargas, é ainda mais direto: “Trata-se do apocalipse para o comércio exterior.”

A investigação do USTR teve início em 2024, no governo Joe Biden, após a solicitação de cinco grandes sindicatos trabalhistas. O relatório resultante, de janeiro, poucos dias antes da posse de Trump, concluiu que a China tem como objetivo o domínio do setor marítimo internacional. A tarefa de encontrar formas de lidar com essa posição dominante de Pequim foi deixada para o novo governo.

A imposição de taxas e de novas exigências de exportação pretende “criar poder de influência para conseguir acabar com a tentativa chinesa de dominar esses setores”, segundo as propostas iniciais divulgadas pelo USTR em 21 de fevereiro. As firmas seriam punidas por meio de uma fórmula baseada na proporção de sua frota atual formada por navios construídos na China e nos que foram encomendados a estaleiros chineses. Algumas embarcações poderiam ser alvo de taxas de até US$ 3,5 milhões por escala portuária, caso sejam de construção chinesa e operados por uma firma chinesa que também tenha encomendado um navio a um estaleiro chinês, segundo a Clarksons Research Services.

Pelas regras propostas, estima-se que 83% dos navios de contêineres que passaram pelos EUA em 2024 teriam sido alvo de multas, além de 65% dos navios transportadores de carros e 30% dos petroleiros, segundo a Clarksons.

A proposta também exige que, nos próximos anos, uma parte dos produtos americanos - como os agrícolas, químicos, energéticos e bens de consumo - seja transportada em navios de bandeira, construção e tripulação americanas.

Muitos operadores e empresas de navegação dizem que comprariam ou fretariam navios mercantes americanos, mas que os estaleiros dos EUA levariam décadas para atender à demanda de capacidade, sem contar o fato de que já existe uma escassez de marinheiros americanos. Além disso, as taxas portuárias puniriam as empresas por investimentos que já foram feitos em navios construídos na China.

Em 2012, a Atlantic Container Line AB (ACL), que transporta mais da metade das exportações americanas de equipamentos agrícolas e de construção para a Europa, precisou encomendar cargueiros do tipo “roll-on-roll-off” (conhecidos como Ro-Ro, aptos a transportar bens que entram e saem do navio sobre as próprias rodas). Os estaleiros japoneses e coreanos não tinham condições de construir apenas as cinco unidades que a empresa precisava. Já os estaleiros americanos informaram que não entregariam os navios em menos de sete anos, escreveu o CEO da empresa, Andrew Abbott, em um documento enviado ao USTR. A ACL acabou encontrando navios na China, onde conseguiu as embarcações rapidamente e a um “preço competitivo”.

“A proposta vai nos tirar do mercado por uma decisão comercial tomada 13 anos atrás”, escreveu Abbott sobre o plano do USTR, “em uma época em que os estaleiros americanos estavam repletos de encomendas da Marinha dos EUA e não podiam construir nossos navios, e quando a indústria naval chinesa ainda era um ator secundário no mundo”.

Muitos dos que enviaram comentários ao USTR expressaram apoio à tentativa de frear o poder marítimo da China, mas pediram que a abordagem seja repensada. Houve, entre mais de 250 contribuições, poucos comentários de apoio às medidas propostas.

“As práticas desleais de produção da China tornaram impossível para os estaleiros americanos competir em condições de igualdade”, disse Scott Paul, presidente da organização sem fins lucrativos Alliance for American Manufacturing (AAM). “Se implementadas plenamente, essas medidas ajudarão a restaurar a segurança econômica dos EUA, a contra-atacar as práticas comerciais desleais da China e a revitalizar a construção naval americana.”

Vários executivos do setor acreditam que a proposta deverá ser atenuada, dado seu impacto desestabilizador no comércio mundial. É possível, sem dúvida, que sejam feitos ajustes nas taxas e nas exigências de exportação. Elas poderiam até ser abandonadas, dado o caráter volúvel de algumas decisões do governo. Ainda assim, grupos lobistas reiteram que há boas razões para crer que pelo menos parte das medidas será mantida.

A ideia de revitalizar a indústria naval americana para fortalecer a influência dos EUA no mar cativa Trump e se alinha com sua agenda de retorno aos tempos dourados da indústria americana. Ele já criou um novo gabinete de assuntos marítimos dentro Conselho de Segurança Nacional. O setor marítimo agora é visto como um pilar essencial da segurança nacional, um reposicionamento que ainda vem ganhando ímpeto.

Grandes empresas de navegação informam que poderiam se adaptar às taxas evitando portos menores nas rotas americanas, o que prejudicaria economias locais e mercados específicos que dependem deles. No caso das operadoras de navios de contêineres que fazem sua descarga em um único porto, o custo poderia ser diluído entre milhares de contêineres. Mas taxas de mais de US$ 1 milhão por escala podem devastar as operadoras menores e as exportadoras de commodities e bens agrícolas que dependem de portos como Oakland ou Charleston e já operam com margens de lucro pequenas.

“Isso será imensamente prejudicial economicamente”, disse Philip Luck, diretor econômico do centro de estudos Center for Strategic and International Studies. “Isso não vai resolver o problema básico que eles disseram querer resolver, que é aumentar a capacidade da indústria naval dos EUA”.

“Se isso for uma pura questão de segurança”, acrescentou, “deveríamos estar incentivando os investimentos de aliados com Coreia do Sul, Japão e Finlândia, que são muito bons em construir navios”.

O setor de navegação tem experiências recentes com o caos que a maior fiscalização de Washington sobre a China pode causar. Em janeiro, depois de o Departamento de Defesa dos EUA colocar a maior empresa de navegação da China, a Cosco Shipping Holdings Co, em uma lista especial de restrições por supostos vínculos com o Exército de Libertação Popular (PLA), algumas corretoras de navios foram instruídas a não oferecer embarcações da Cosco para frete, segundo fontes a par do assunto. Após alguns dias, a suspensão acabou sendo revertida, quando ficou claro que a inclusão na lista não impactaria financeira ou legalmente quem fretasse navios da Cosco.

Se a USTR adotar sua proposta conforme está redigida, executivos e corretoras do setor consideram provável uma divisão gradual do mercado, na qual os navios construídos na China seriam tratados de forma diferente dos fabricados em outros lugares. No mercado de petroleiros, no qual os navios de origem chinesa representam cerca de 35% da frota, isso já parece estar em andamento. De acordo com corretoras marítimas, clientes começam a evitar o aluguel de petroleiros ligados à China para contratos de longo prazo, pois acreditam que essas embarcações precisarão atracar em portos dos EUA no futuro, tornando-se sujeitas a tarifas.

Empresas proprietárias de navios interessadas em expandir a frota e evitar penalidades também terão um dilema pela frente. Os estaleiros da Coreia do Sul e do Japão estão quase no limite da capacidade, com as próximas novas encomendas disponíveis apenas por volta de 2028, segundo corretoras de navios. Deixar de contratar novas embarcações em um momento em que a frota mundial está envelhecendo significa que eles ficarão presos a navios se deteriorando. (Tradução de Sabino Ahumada)

PETROLÍFERO

Infomoney - SP   25/03/2025

Os preços do petróleo subiram 1% nesta segunda-feira, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que imporá uma tarifa de 25% aos países que comprarem petróleo e gás da Venezuela.

No entanto, os ganhos de preços foram limitados, pois os EUA deram à produtora de petróleo Chevron até 27 de maio para encerrar suas operações e exportações de petróleo da Venezuela. Inicialmente, Trump havia dado à Chevron 30 dias, a partir de 4 de março, para encerrar essa licença.

As duas medidas tomadas em conjunto aliviam um pouco a pressão sobre a Chevron e, ao mesmo tempo, colocam mais pressão sobre outros consumidores de petróleo venezuelano, embora seja incerto como o governo Trump aplicará a tarifa.
Os futuros do petróleo Brent subiram 1,2%, a US$73 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiu 1,2%, a US$69,11.

Também contribuindo com um teto para os preços, a Opep+ provavelmente prosseguirá com o aumento planejado da produção de petróleo em maio, disseram as fontes, enquanto as negociações continuaram para acabar com a guerra na Ucrânia, o que poderia aumentar o fornecimento de petróleo russo para os mercados globais.

“Tivemos um pequeno choque de oferta com a perda de barris da Venezuela para o mercado mundial. Portanto, essa é definitivamente uma força de alta”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociações do BOK Financial, acrescentando que os investidores também estavam atentos a restrições mais rígidas ao Irã.

Globo Online - RJ   25/03/2025

O governo dos Estados Unidos prorrogou até 27 de maio o prazo para que a petroleira americana Chevron liquide suas operações na Venezuela, informou hoje o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, em sua sigla em inglês).

Poucas horas antes, o presidente Donald Trump havia anunciado que os países que compram petróleo e gás venezuelano pagarão uma tarifa de 25% a partir de 2 de abril em suas transações comerciais com os Estados Unidos.

No final de fevereiro, o magnata republicano anunciou o fim da licença que permite à Chevron operar na Venezuela.

Como consequência, o Departamento do Tesouro ordenou o "encerramento de atividades" da empresa no país caribenho e de suas "empresas conjuntas" com a petroleira estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) ou de qualquer companhia na qual essa última possua "uma participação igual ou superior a 50%".

A licença 41B, criada pelo Departamento do Tesouro, entra em vigor nesta segunda e revoga a emitida no começo de março, que estabelecia a data de 3 de abril como prazo limite para a liquidação.

A nova licença mantém à Chevron, única petroleira americana que opera na Venezuela, uma série de restrições que afetam o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

A Chevron não poderá pagar "impostos ou regalias ao governo da Venezuela", nem dividendos à estatal PDVSA, nem a nenhuma companhia em que ela possua "direta ou indiretamente uma participação igual ou superior a 50%".

Também ficam proibidas a venda de petróleo ou produtos petrolíferos "a qualquer jurisdição que não seja os Estados Unidos" e realizar transações com empresas controladas pela Federação Russa.

Por último, e como vem sendo costume, também não são permitidas operações com pessoas sancionadas por Washington.

Money Times - SP   25/03/2025

A Petrobras (PETR4) informou nesta segunda-feira que identificou a presença de hidrocarbonetos no pré-sal da Bacia de Campos, em poço exploratório no bloco Norte de Brava, localizado a 105 km da costa do Estado do Rio de Janeiro.

O poço 1-BRSA-1394-RJS está em uma profundidade d’água de 575 metros, segundo o comunicado ao mercado da Petrobras, que é operadora e detentora integral do bloco.

“A perfuração do poço foi concluída e no momento se encontra realizando a perfilagem final”, disse a estatal no documento.

“O consórcio dará continuidade às operações para concluir o projeto do poço e caracterizar as condições dos reservatórios e fluidos encontrados. Esses dados permitirão avaliar o potencial e direcionar as próximas atividades exploratórias na área.”

O bloco Norte de Brava foi adquirido pela Petrobras em dezembro de 2022, em licitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sob o regime de Partilha de Produção, tendo a Pré-Sal Petróleo S.A. como gestora.

Globo Online - RJ   25/03/2025

A Naturgy, distribuidora de gás natural do Estado do Rio, vai investir R$ 672,3 milhões nos próximos dois anos. Os recursos serão destinados à construção de novos gasodutos e infraestruturas para reforçar e expandir o atendimento à demanda crescente do combustível no interior.

Hoje, há 11 postos adaptados nas vias Dutra e Washington Luís. Do total planejado, cerca de R$ 300 milhões serão destinados a essa iniciativa.

Estima-se que cerca de 1,4 mil caminhões já estejam rodando a gás na região. O projeto envolve outros estados, como São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais, por meio de negociações com as secretarias de Energia.

Hoje, o principal gargalo para a expansão do uso do gás em caminhões é a rede de postos de abastecimento. Para a Naturgy, além da redução de emissões, o custo do combustível é menor, o que tende a atrair interessados.

Os corredores funcionarão como uma âncora para expandir a rede de gás e atrair clientes residenciais, empresariais e industriais, em um momento em que o setor vê o crescimento do mercado livre — como no caso de CSN, Ternium e Gerdau, que já migraram.

— Mapeamos a oportunidade de adaptar postos na RJ-106, interligando os municípios da Baixada Litorânea ao Norte Fluminense e ao estado do Espírito Santo — diz.

Assim, ela cita o caso de Araruama, município com 130 mil habitantes, cuja chegada do gás canalizado foi planejada para, inicialmente, abastecer postos de GNV.

—Estima-se a possibilidade de atender mais de 48 mil domicílios, cerca de 150 estabelecimentos comerciais e 21 indústrias de pequeno porte.

Os investimentos incluem gasodutos de reforço para expandir a rede a novos bairros e elevar o total de postos de GNV. Serão 262 novos quilômetros de rede, que hoje tem 6,3 mil quilômetros. Outro exemplo é a ampliação da rede de gás de Petrópolis para Itaipava, que recebe gás por meio de carretas, com rede de descompressão e gasoduto local.

Os investimentos não estão ligados à renovação da concessão, que termina em julho de 2027. A Naturgy já enviou manifestação com a proposta de oferecer o serviço por 30 anos.

Globo Online - RJ   25/03/2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que irá impor uma tarifa de 25% sobre qualquer país que comprar petróleo e gás da Venezuela, citando imigração e membros de gangues criminosas nos EUA. A tarifa entrará em vigor em 2 de abril, afirmou o presidente em uma publicação em sua plataforma de mídia social, a Truth Social. A data é a mesma em que tarifas recíprocas e novas taxas setoriais seriam aplicadas, segundo o presidente americano.

"Qualquer país que comprar petróleo e/ou gás da Venezuela será obrigado a pagar uma tarifa de 25% aos Estados Unidos sobre qualquer comércio que fizer com o nosso país. Toda a documentação será assinada e registrada, e a tarifa entrará em vigor em 2 de abril de 2025, DIA DA LIBERTAÇÃO NA AMÉRICA", escreveu Trump.

A possível medida, semelhante a uma sanção petrolífera, afetaria particularmente a China, um dos principais compradores de petróleo bruto do país sul-americano.

As exportações de petróleo venezuelano haviam atingido o maior nível em cinco anos em fevereiro, antes de o governo Trump anunciar que obrigaria a Chevron a encerrar suas operações no país até 3 de abril. O comentário de Trump ocorre enquanto a Chevron tenta obter mais tempo para concluir suas operações com a estatal venezuelana Petróleos de Venezuela SA (PDVSA).

A medida intensifica as tensões com a nação sul-americana governada pelo líder socialista Nicolás Maduro. Trump tem buscado reprimir a gangue Tren de Aragua, baseada na Venezuela, incluindo uma série de deportações sob uma antiga lei do século XVIII para uma notória prisão em El Salvador.

Nesta segunda-feira, um juiz federal determinou que os migrantes devem ter o direito de contestar as deportações na Justiça.

Trump anunciou a decisão após a Venezuela retomar os voos de deportação para os EUA. No entanto, o presidente americano afirmou que "a Venezuela enviou propositalmente e de forma enganosa aos Estados Unidos, de maneira clandestina, dezenas de milhares de criminosos de alto nível e outros, muitos dos quais são assassinos e indivíduos de natureza extremamente violenta", incluindo membros do Tren de Aragua.

"A Venezuela tem sido muito hostil aos Estados Unidos e às Liberdades que defendemos", escreveu Trump.

RODOVIÁRIO

O Estado de S.Paulo - SP   25/03/2025

Desde 1998, quando a CCR ViaOeste assumiu a concessão do Sistema Castello-Raposo, foram investidos mais de R$ 9,5 bilhões na ampliação e modernização da infraestrutura rodoviária desse corredor viário, um dos mais importantes do Estado de São Paulo. O ciclo de investimentos trouxe resultados expressivos, como a redução de 41% no índice de acidentes e de 57% na ocorrência de mortes, além de influenciar o desenvolvimento das cidades localizadas ao longo das rodovias.

Por tudo isso, o término do contrato, em março de 2025, marca o encerramento de uma gestão que deixa um legado robusto em infraestrutura, segurança e desenvolvimento econômico. “Foram 27 anos de evolução, não apenas em termos de rodovias, mas também na melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem e trabalham na região”, enfatiza Eduardo Camargo, presidente da CCR Rodovias. Hoje, mais de 724 mil motoristas se beneficiam diariamente das melhorias realizadas.

Uma das principais iniciativas foi a implantação das marginais da Castello Branco, o que melhorou a fluidez do trânsito e impulsionou o desenvolvimento de polos empresariais como Alphaville e Barueri. Neste momento, a CCR ViaOeste está trabalhando nas obras de ampliação das marginais, em Barueri, que depois de concluídas irão transformar ainda mais a região e consolidar o legado da concessionária.

Na Raposo Tavares (SP-270), a CCR ViaOeste realizou obras importantes, como duplicações entre Cotia e Sorocaba, faixas adicionais, retornos e melhorias em acessos, que proporcionaram maior segurança viária e conforto ao motoristas. Além disso, a CCR ViaOeste também implantou os contornos de São Roque e Brigadeiro Tobias, o que melhorou a condição de fluidez da via.

A concessionária também construiu uma nova interligação entre a Raposo Tavares e a Castelinho, a Rodovia Celso Charuri (SPA 091/270), permitindo a melhor distribuição do tráfego na região de Sorocaba.

A reestruturação do modelo de pedágio foi uma das mudanças mais significativas da concessão. No início, apenas algumas praças eram tarifadas, o que impactava motoristas de longa distância. A adoção de um modelo com tarifas menores, cobradas em mais pontos, aumentou o equilíbrio do sistema. “Ajustamos o modelo tarifário para tornar a rodovia mais justa e eficiente”, afirma o presidente da CCR Rodovias.

O compromisso da concessionária com as comunidades vizinhas envolveu projetos educacionais e sociais, como o Caminhos para a Cidadania, que promove educação para o trânsito em escolas públicas, e o Caminhos para a Saúde, voltado a bem-estar, prevenção de doenças e segurança viária para os caminhoneiros.

A evolução da segurança foi outro pilar da gestão: viaturas de inspeção de tráfego, guinchos, ambulâncias e monitoramento por câmeras passaram a garantir socorro rápido e eficiente aos motoristas. Apenas nos últimos quinze anos, por exemplo, foram mais de 69 mil atendimentos médicos ao longo do período de concessão – incluindo 11 partos.
Os novos desafios

Com o término do contrato, a operação do Sistema Castello-Raposo será redistribuída para novas concessionárias. A CCR seguirá atuando na região por meio da nova concessionária, a CCR Sorocabana, que administrará 460km de rodovias em 17 cidades do Sudoeste Paulista

“Encerramos a operação da CCR ViaOeste com a certeza de que deixamos uma contribuição positiva para os municípios e para os motoristas. O que vem pela frente são rodovias cada vez mais tecnológicas e seguras, com sistemas avançados de monitoramento e de gestão”, afirma Camargo.

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